O analisador auditivo – é constituído por um recetor(células ciliadas no órgão de Corti do ouvido que convertem os estímulos auditivos – vibrações das moléculas de ar – em impulsos nervosos), uma via aferente auditiva(fibras nervosas que conduzem os impulsos bioeléctricos ao córtex cerebral) e um centro auditivo no córtex cerebral(no lobo temporal; os sons da fala são geralmente processados no hemisfério esquerdo do cérebro). O analisador é utilizado para receber estímulos auditivos, incluindo sons da fala, percepcioná-los e recordá-los. Participa na comunicação através da fala. Juntamente com os outros analisadores, constitui a base neurofisiológica dos processos de leitura e de escrita. Desempenha um papel fundamental na aprendizagem destas actividades devido à sua participação nas mesmas:
- a audição fonémica, ou seja, a capacidade de diferenciar os sons da fala através da análise dos sons da fala e da distinção entre eles (por exemplo, os sons z – s, que soam iguais porque diferem apenas por um traço distintivo: a sua sonoridade, daí a capacidade de distinguir palavras como cabra – bode);
- competências fonológicas no funcionamento de partículas fonológicas como fonemas, sílabas, logos (partículas de palavras que não são fonemas ou sílabas). Estas operações são: extrair frases de um fluxo de enunciados, palavras de frases, sílabas e sílabas de palavras. É também o processo inverso, ou seja, sintetizar palavras a partir de sons, a partir de sílabas. É também a adição, omissão, rearranjo de partículas, localizadas no fim ou no início das palavras, que permitem o reconhecimento e a criação de rimas e aliterações;
A diferenciação e o reconhecimento correctos dos sons da fala(audição fonémica) e as competências fonológicas bem desenvolvidas(operações sobre os sons e as sílabas) são a base da escrita e da leitura de novas palavras e da sua combinação em frases e textos.
Fontes:
- “Uczeń z dysleksją w szkole” M. Bogdanowicz, A. Adryjanek, Operon, Gdynia 2009

